Luana Marques Valgas ainda não iniciou o seu curso em uma graduação, mas antes que isso ocorra a garota já tem ‘pensado’ lá na frente.
Jailson Vieira
Tubarão
Em tempos difíceis, conseguir um emprego e ainda ter que pagar um curso de graduação ou de línguas parece ser algo muito complicado. Mas sonhar e ir em busca de seus objetivos não é impossível. A jovem Luana Marques Valgas, que hoje completa 18 anos, há algum tempo almeja cursar Educação Física, mas para isso precisava ter rendimentos, uma vez que seus pais não podem arcar com os seus estudos particulares.
Sem um emprego fixo, desde janeiro a garota vende doces pelas ruas, avenidas e no comércio de Tubarão. Foi desta forma que ela viu a possibilidade de conseguir o montante para iniciar o curso. Porém, antes de frequentar a universidade, a garota conquistou a simpatia e o carinho de comerciantes, que adquirem seus doces. “Quero muito fazer Educação Física, mas de presente ganhei um curso de um ano e meio de Administração, vou aproveitar, dedicar-me e buscar o entendimento neste ramo. Depois farei o bacharelado em 2019. Deus tem sido muito bom comigo”, resume Luana.
Ela lembra que do ano passado até o início deste ano foram dezenas de currículos entregues, mas sem sucesso. “Comecei a vender doces porque queria muito iniciar a faculdade, mas aos poucos fui gostando e o valor financeiro, apesar de tudo se tornou secundário. Encontrei nas pessoas uma nova família, o carinho e o respeito com que elas me tratam é muito bom”, destaca.
A jovem conta que um amigo trabalhava antes como vendedor de doces, quando recebeu a oportunidade o questionou se não haveria problemas em desempenhar essa função. Além de comercializar as guloseimas, Luana também tem trabalhado em eventos particulares… também vendendo doces. “Começar uma faculdade é sinônimo de aumento de despesas, e são muitas que surgem para serem pagas: transporte, impressões e cópias, livros, formatura, alimentação e, principalmente, a mensalidade”, contabiliza.

